Sagas de um ano novo

A saga começou com mais uma noite gasta no aeroporto. Diga-se de passagem, que ela realmente foi gasta e não usada. A toalhinha de banho serviu apenas para amenizar psicologicamente o frio irradiado (irradiado??) do chão e meu travesseirinho de ar para amenizar a dor no pescoço por dormir no chão. Frio, frio, frio é só o que vc sente durante as 4h que tem para dormir. Ao ‘acordar’ o frio passa, mas vem o cansaço acumulado da viagem de Coimbra pro aeroporto do Porto mais a dor por dormir no chão. Mendigo sofre.

O check in desses voos matinais abre lá pelas 4h30 (se não antes). Feito o check in, e passado pelo detector de metal, a próxima saga é  de conseguir colocar tudo, tudo, tudo, na malinha de 50cm x 40cm x 20cm.

O voo pra Barcelona demora cerca de 1h45. Do aeroporto para o centro tem 2 onibus que fazem o trajeto. O A1 passa pelo terminal 1 ate o centro; o A2 passa pelo terminal 2 (Ryanair) ate o centro. Custa 5,05€ o trajeto.

Nosso studio ficava a 200m da Plaza Catalunya. Foi um dos melhores lugares que já fiquei. Organizado, limpo, grande, com 2 varandas e vista para o cruzamento da Sant Pere com a Bruc.

Descobrir Barcelona faz parte de uma saga maior. A cidade é enorme e tem muita coisa pra ver. O ruim é que as atrações são muito separadas uma das outras, o que te faz perder um bom tempo de caminhada / metro. Fizemos quase tudo a pé pra economizar com metro. Este custa 1,40€ a passagem unitária e 8,65€ 10 viagens (*valores aproximados).

No ano novo a cidade L-O-T-A! Italianos, franceses, espanhóis, brasileiros, ingleses e outros povos indeterminados, fazem da belissima cidade catalã, uma cidade praticamente global. É uma mistura louca de tudo quanto é gente, caminhando pela Rambla, lotando os pontos turísticos, lojas, mc donalds, esquinas..

O friozinho gostoso de 7ºC do dia 31 só atraiu as pessoas pra rua. (Sim, agora 7ºC pra mim é tranquilo!) Passamos a virada na docas. A praia era longe demais, e já era 23h30. Resolvemos sentar e aproveitar a vista para os barcos. Ansiosos pelos fogos, fomos contando os minutos para meia noite, bebendo nossos lambruscos e champanhe. Deu meia noite. Mas pera. Cade a contagem regressiva? Cade a super queima de fogos? Ahhh sim.. acho que cada um conta os segundos pelo seu próprio relógio. E a super queima durou 30 segundos. O céu não ficou rosa, nem roxo, nem azul, nem branco, nem verde, nem cheio de fumaça. Ele ficou da cor do céu numa noite nublada. Meia noite e 10 minutos, já tava todo mundo indo pra casa (ou pra alguma festa). É. Essa foi a  minha virada. Mas mesmo assim, foi divertida. Obrigada vinho.

Às 3h voltamos em direção à Rambla. Já nem sei dizer quantos eu cumprimentei na rua com ‘Happy new year’ ou ‘Feliz año’. Ao nos despedirmos de uns amigos brasileiros que estavam com a gente, veio um grupo de espanhois com cara de árabe, desejando feliz ano novo, perguntando da onde éramos. Simpaticos? Não. Ladrões! Enquanto um nos distraia fazendo perguntas, outro agia. A bolsa da Bia foi aberta, mas num súbito e repentino movimento, a Ana bateu na bolsa da Bia gritando: Bia, ele tá te roubando! O grupo simplismente saiu rindo, andando em direção à Plaza Catalunya como se nada tivesse acontecido. Saldo final: 2 canetas roubadas.

Como todos sabem, Barcelona é a cidade de Gaudi. Ir pra Barcelona e não visitar a Sagrada Familia, La Pedreira e Casa Bartlló é como ir à Paris e não ver a torre Eiffel, Louvre e Arco do Triunfo. Gaudi era um louco. Mas por trás do arquiteto com idéias fantasiosas, estava ‘apenas’ um cara com soluções estruturais inteligentes, usando a natureza como referencia, criando edifícios escultóricos. Todos com a  sua ‘cara’.

Barcelona não é uma cidade barata. Para entrar no Estádio do Barcelona, paga-se 19€. A Casa Bartlló, 14,25€  na tarifa de estudante (vem com audioguia); La Pedrera 11€ com audioguia e 7€ sem (estudante); Sagrada Família paga-se 11€ (com elevador fica 14€) – essa última faço questão de dizer que vale a pena pagar esse preço para ajudar no término da construção da igreja. Imagina só em 2030 – previsão para término da construção – voce vai ver no noticiário que a obra foi concluída e vai falar para seus filhos:  ‘eu ajudei na construção!’ Além das atrações turísticas, ir pra festas também não sai barato. Na verdade, a entrada não sei quanto foi porque eu entrei em uma como vip. Mas as bebidas eram carissimas. Red Bull era 11€, garrafinha de Heineken era 5€.

Muito além de ter conhecido as obras de Gaudi, ou de ter comemorado o ano novo na Europa, ou de ter visto o Mediterraneo de novo, ou até mesmo de ter dançado com argentinos, Barcelona é a cidade com um clima divertido. Suas ruelas que me lembram Salamanca, suas avenidas que me lembram Paris, as obras de Gaudi que me transportam pra um mundo de fantasias, e tudo isso misturado ao som do catalão só me fazem querer voltar.

Termino o post com a frase que descreve a Fonte de Canaletes lá na Rambla: ”Si beveu aigua de la font de canaletes, sempre més sereu uns enamorats de Barcelona. I per lluny que us n’aneu tornareu sempre”. Sim, eu voltarei Barcelona!

(Mais fotos no meu FB)

Anúncios

3 Respostas para “Sagas de um ano novo

  1. traducaaao!

    amei o post de novo, ani! vc esta se aperfeicoando na arte de escrever, e isso eh bom.

    • hahaah! Nossa.. esse aih escrevi meio de qqer jeito.. mas obrigada! Ja que nao tenho mais vestibular pra me fazer estudar, to tentando ler mais pra escrever melhor! 🙂

      a traducao eh mais ou menos assim: quem beber dessa fonte se apaixona por Barcelona e regressa!

  2. Pingback: Um sonho lindo | Vida em Coimbra

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s